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21 de Setembro de 2019

Fatores de vulnerabilidade: Criminosos reconhecem vítimas ideais

Criminologia e vitimologia em foco

Elane Souza DCJ Advocacia, Advogado
há 9 meses

Vítimas ideais ou totalmente inocentes são naturalmente vítimas! Não precisam fazer nada para se tornarem alvos de criminosos. Exemplos disso poderíamos citar crianças, idosos, pessoas com deficiência, consumidores para o 'mercado'; mulheres gestantes, milionários; gente miserável economicamente, pessoa religiosa, etc.

Para aclarar o mencionado, citaremos alguns tipos de crimes que podem ser cometidos contra as vítimas ideias acima.

*Uma criança navegando na internet é facilmente enganada por pedófilos; por isso os pais devem ficar atentos quando os filhos utilizarem de celular, tablet ou computador para 'brincar' - não deixá-los a sós por muito tempo, colocar limites e travar alguns recursos do sistema de navegação, ajuda! No entanto, continuam vulneráveis nas ruas, nas escolas, nos parques e até na própria rede mundial - enfim, todo cuidado é pouco!

*Idosos podem ser vítimas de vigaristas (art. 171 CP) na rua; de assaltos, por serem frágeis fisicamente, e inclusive via telefone, com enganos (há casos de aposentados e pensionistas, pessoas simples, induzidas a erro, que acabaram entregando dados documentais, com isso perderam parte dos seus benefícios via empréstimos que nunca fizeram).

*Consumidores finais são vítimas fáceis para o mercado de consumo; especialmente quando esse mercado não é muito abundante. Quando não há muita concorrência, quando não há muita escolha quem vende 'costuma' se aproveitar. Esquecem do preço sugerido pelo fabricante e acabam cobrando o que querem.

Quem já viajou muito de carro, pelo interiorzão do Brasil, que o diga: várias vezes nos deparamos com a gasolina extremamente cara (não dá para escolher entre encher o tanque ou não); se resolvermos adquirir um 'picolé' no local, nem adianta falar que vai pagar o valor sugerido pelo fabricante, porque ele já está com uma etiqueta por cima!

Por outro lado, onde há muita concorrência, não raras vezes, empresas e empresários praticam crimes contra a ordem econômica e relações de consumo. Formam Cartéis e perseguem as que não entram no esquema; Truste, igualmente falando, impossibilita o consumidor de escolher melhor preço e, por fim, os Holdings - esquema de compra de ações de um mesmo ramo; tudo isso, como já explanado, prejudica mais (e quase sempre) o consumidor final, geralmente o mais frágil da relação.

*Pessoas endinheiradas, milionários em geral, também podem ser vulneráveis; afinal, dinheiro é um grande fato gerador de cobiça. Quem deseja muito não escolhe vítima vulnerável fisicamente, escolhe a com mais dinheiro! Sequestro, cárcere privado e extorsão são os crimes mais cometidos contra essas vítimas.

*Pessoas miseráveis economicamente, cidadãos que vivem à margem da pobreza também são vítimas; desta feita, vítimas de muitos crimes. De quadrilhas que aliciam menores ou maiores desempregados, de gente com dinheiro que aproveita da força de trabalho (da falta de trabalho e explora); do mercado de consumo que impõe preços abusivos nas mercadorias; enfim, uma série de crimes que podem transformá-los (também) em futuros agressores, em futuros criminosos! Aqui é "quando o Estado se distancia o meio faz escola"!

*Religiosos, fiéis de qualquer culto! Essas são, e não é raro (infelizmente), vítimas de aproveitadores, oportunistas da fé - estelionatários da fé! O caso mais recente está em rede nacional (João de Deus) para todo mundo ver, mas há outros! Em todo o mundo há notícia de 'líderes' religiosos que praticam crimes! Uns se aproveitam unicamente da sexualidade de crianças inocentes (são religiosos pedófilos); outros, além das crianças se aproveitam também do dinheiro e da sexualidade de adultos ingênuos. Dentre esses líderes espirituais estão Monges, Padres, Bispos, Rabinos, Pastores, 'Profetas', Médiuns, Gurus, etc.

Então, reconheceu alguém que pode ser vítima ideal; àquela que pode estar na mira? Se sim e pode prevenir não deixe de fazê-lo! Seria mais como um serviço de utilidade pública - eu sempre o faço com meus pais que já são bastante idosos, mas também dou algumas dicas e conselhos para minha sobrinha pequena que adora estar online! Quanto à religião, não dá para tecer maiores comentários, geralmente noto que quem tem uma fé não consegue admitir que está, ou foi enganada; assim que é melhor deixar a pessoa 'passar pelo crime' para depois (ela mesma) se dar conta do estrago!

Como podem ver não busco curtidas, seguimento, tampouco comentários! Podem dar 'DISlike', se quiserem - o que não posso e não quero é a oportunidade de falar a verdade!

Por Elane F. de Souza (Advogada não atuante, mas posso atuar), Administradora dos blogues Diário de conteúdo jurídico, Cotidiano Diverso e Divulgando direitos.

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